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Trotes nas universidades: caso do curso de Geologia

A quarta atividade da gestão tem como objetivo mostrar como são realizados os trotes nas universidades atualmente no curso de Geologia. A atividade foi realizada durante o mês de fevereiro/20 por representantes de 27 faculdades. Para isso, foi construído um formulário com diversas perguntas que serão expostas neste texto a fim de conhecer como ocorre tais atividades, quem realiza e como se dá a integração entre calouros e veteranos nessas práticas. As universidades participantes da atividade foram: Unisinos, UFPR, UERJ, Uni-BH, UFAM, UFRR, UFOB, UFSC, UNIPAMPA, UFRRJ, UFOPA, UFU, IFES, UFVJM, FINOM, UFPA, UFBA, UFPE, UFRN, UFRGS, UFRJ, UNESP, UFMG, UNICAMP, USP e UnB. Para obter as informações expostas ao longo do texto, os representantes das universidades citadas acima responderam um formulário com questões pertinentes ao tema proposto. É importante ressaltar, também, que o documento foi elaborado a partir de relatos e impressões individuais de alunos sobre o trote em sua universidade na tentativa de retratar o mais fielmente possível como ocorrem as atividades. É importante ressaltar que em todas as universidades que participaram da atividade relataram que os ingressantes, em nenhum momento, são obrigados e muito menos forçados a participar dessa prática. Costumam participar quem quer, exceto na UFPE. Das 26 universidades, apenas duas (UFVJM e FINOM) não possuem uma atividade de recepção específica para o curso. Nelas o trote envolve todos os cursos do campus. (i) Como é o trote no curso de Geologia na sua universidade? ​ Cada universidade conta com atividades muito características e ditas tradicionais do local, entretanto, podemos observar algumas ações comuns na maioria dos cursos. Na maioria das universidades os ingressantes são avisados do dia em que a atividade do trote será realizada, porém na UFBA e UFOB os calouros são pegos de surpresa durante algum dia letivo. Além disso, é realizado um tour pelo campus com os novatos em quase todas as universidades. No campus do IFES, desde o ano de 2019 o termo “trote” é proibido, sendo adotado a expressão “ações recreativas” por uma questão de má interpretação do nome. Em geral os calouros são pintados com tinta guache, sujos de farinha, ovo, óleo, etc. Recentemente a UFPR adotou o “trote vegano” em que não utilizam alimentos de origem animal nos trotes. É muito comum ocorrer o pedágio no qual os ingressantes, acompanhados dos veteranos, são levados em algum ponto da cidade ou mesmo em uma caminhada pelo campus para arrecadar dinheiro. O dinheiro coletado é usado para realizar uma festa de integração dos alunos podendo ser um churrasco, choppada, calourada, bar, confraternização no CA, etc. No caso da choppada e calourada, os alunos que participaram do trote não pagam a entrada. Apenas na UFRGS os veteranos bancam um churrasco para os ingressantes. Na UnB, UFRRJ e UFMG são feitas aulas trotes. Essas aulas são dadas por alunos de pós graduação ou por professores e basicamente são para enganar os alunos. Na UFMG os ingressantes ainda são orientados a comprar produtos criados para confundir os calouros. Na UFPR há um dia em que os novatos vão fantasiados com base em um tema pré definido pelos veteranos. Há atividades como gincanas e escorregar na lama como uma forma de diversão e integração dos alunos na UFOPA, UFPR e UFMG. Das 27 faculdades analisadas, apenas 11 realizam o banho de lama como parte do trote. São elas UFOB, UFPR, UNIPAMPA, UNICAMP, UFU, UNESP, UFRGS, IFES, USP, UFMG e UFSC. Comumente durante o banho é feito um questionário aos calouros com questões diversas, desde nome, cidade natal e sexualidade, por exemplo. Aqui, merece destaque as origens do banho de lama na Universidade de São Paulo. O banho de lama, desde seu início, possuía um significado político. Nele, alunos do curso de geologia se cobriam de lama e sujavam os institutos que possuíam figuras da universidade que se apresentavam, à época, como a favor de políticas de retrocesso em relação ao ensino público de qualidade, liberdade de expressão e outras medidas. Com o decorrer do tempo, no entanto, o banho de lama foi perdendo seu significado, sendo, inclusive, retratado na grande mídia como uma atrocidade na década de 90. Atualmente, os alunos do CEPEGE em conjunto com os demais alunos interessados propuseram uma ressignificação do banho de lama, para que esse espaço criado pelos estudantes não fosse perdido, mas que também mantivesse seu cunho político. Durante a integração da UFOB, UFPR, UFRGS e UFSC é passado o hino da geologia aos calouros. Na USP, UFSC e UniBH cada aluno novo recebe um apelido. Por vezes são obrigados a carregarem uma placa com o apelido recebido. Algumas universidades (UFOB, UERJ, UFRRJ) ainda realizam o “elefantinho” no qual os novatos são postos em fileira e passam um dos braços entre as pernas e pegam na mão de quem estiver atrás. E, dessa forma, são orientados a andar pelo campus pelo tempo que os veteranos determinam. Na UNESP e UFAM os calouros raspam o cabelo se quiserem. (ii) Na sua universidade de vocês existe uma semana de recepção? Se sim, como ela funciona? ​ Em universidades como UFBA, UFPE, UFRN, UFAM, UFRR, IFES, UERJ, UNIBH, UFSC, UNISINOS e UNIPAMPA, as práticas do trote tem a duração de apenas um dia. Enquanto nas outras faculdades existe um período, geralmente uma semana, de recepção dos calouros. Usualmente essas atividades são propostas a fim de integrar estudantes de todos os cursos do campus/universidade, mas há também espaço para cada instituto fazer sua apresentação. Em muitos casos a semana de recepção conta com palestras ministradas pelos coordenadores do curso e professores. Alguns lugares realizam gincanas com os ingressantes (UFOB e UFOPA). É comum a apresentação do campus, dos laboratórios do instituto, palestras sobre o curso de Geologia e também a realização de atividades sócio-culturais. As universidades UFBA, UFRN, UFMG, UNESP, UNICAMP e UFPR possuem um espaço para apresentar as entidades estudantis pertinentes ao curso tais como os Centros Acadêmicos, Empresas Jrs., grupos de extensão, Núcleo da ABMGeo, Atléticas, ENEGE, etc. O trote solidário vem sendo adotado por algumas universidades e será abordado ao longo do texto. (iii) O que acontece com quem não participa? ​ Das 26 universidades que responderam ao questionário nenhuma afirma haver algum tipo de segregação com os calouros que não participaram do trote, algumas universidades, como no caso da UFOB, adotam como “punição” não entrar de graça na calourada, ou não terem o direito de aplicar trote no próximo ano como no IFES, já na UFPR o calouro que não pedir dinheiro no sinal para cooperar com o churrasco fica proibido de beber de graça. Em todas as universidades que existem a prática do trote há incentivo à participação ao mesmo, pois ajuda o aluno ingressante na interação com os alunos mais antigos no curso. (iv) Como os calouros são tratados? ​ Nenhuma das 26 universidades afirma tratar de forma desrespeitosa os calouros, algumas universidades como na UFRN há uma preocupação em apresentar o departamento de geologia, explicar sobre ENEGE, Centros Acadêmicos, empresas júnior e outros assuntos aos alunos novos. Já na UFRRJ há o cuidado de recolher dados, como o de uso de remédio e doenças de cada calouro para que se precaverem em alguma eventualidade. Algumas universidades como a USP, UFBA e UFMG afirmam que antes do trote acontecer os veteranos “zoam” os calouros, tal costume já foi ofensivo, mas atualmente tem se tornado algo leve e respeitoso. (v) Há quantos trotes por ano? ​ Das universidades que participaram da atividade respondendo o questionário, 15 afirmaram ter trotes uma vez ao ano, sendo aplicado no primeiro semestre, explicado pelo fato de só haver entrada de alunos novos no curso anualmente. Já universidades como UFRRJ, Unicamp e UFRGS apesar de possuírem entrada anual de alunos no curso de geologia, organizam dois eventos diferentes para uma mesma turma ingressante no curso e as universidades UniBH, UniSinos, UnB, UFU e UFPE têm entrada semestral de alunos novos, se fazendo necessária a aplicação do trote duas vezes por ano. Apenas 3 universidades não possuem nenhuma atividade como trote, sendo elas, UFVJM, Unesp e FINOM. (vi) Houveram mudanças no trote? Se sim, o que mudou? ​ Das 26 faculdades consultadas, 11 falaram que não mudaram a maneira em que ocorrem os trotes, são elas: UFBA, UFPE, UFRN, UFOB, UFAM, UFOPA, IFES, UFRRJ, UFU, UNIBH, UNIPAMPA. Os motivos que levaram a não ocorrer mudanças é que os trotes já acontecem dentro de moldes respeitosos. Com exceção da UFRRJ, que está em discussão para as futuras mudanças que irão ocorrer nos moldes dos trotes. Já a UFVJM e FINOM responderam que não houveram mudanças nos trotes pois nelas não há a tradição dos trotes. No entanto as outras 13 faculdades responderam que houveram mudanças na maneira que ocorriam os trotes, são elas: UNB, UFPA, UFRR, UERJ, UFMG, UFRJ, UNESP, UNICAMP, USP, UFPR, UFRGS, UFSC e UNISINOS. Em geral as mudanças ocorridas foram semelhantes, os trotes que antes contavam com violência verbal, sexualização e opressão dos calourxs, hoje em dia não ocorrem mais e são feitos com maior respeito. Com excessão da UFPA, que a mudança ocorrida foi a implementação do próprio trote, que antes não tinham essa tradição. Além disso, vale destacar a mudança de 3 dessas faculdades (UNB, UFRGS e UNISINOS), que antes contavam com uma tradição dentro do trote bastante desrespeitosa e abusiva, que eram as "curras”, onde os calouros eram coagidos a realizar diversas atividades com o pretexto de integração. (vii) Quem realiza o trote? ​ Nas universidades onde ainda se praticam os trotes, há certas tradições em torno da cerimônia que continuam se mantendo. Uma delas é de que o trote seja aplicado pelos veteranos diretos dos calouros, os estudantes do terceiro período. Isso ainda é o que acontece, por exemplo, em universidades como UFOB, IFES, UNISINOS e UFRR. Em algumas escolas, entretanto, isso funciona de um modo um pouco diferente. Na UFPE, UFPA e UFRN, a responsabilidade do trote fica toda a cargo do centro acadêmico e, em outras, como UFOPA e UNICAMP, a própria universidade se responsabiliza. Com a ideia de quebrar alguns paradigmas da cerimônia do trote, visando algumas mudanças que poderiam trazer uma integração muito maior entre calouros e veteranos, algumas universidades se dispuseram a tentar mudar algumas regras. Na UNB, por exemplo, são os formandos que realizam o ato e, na UFBA e na UFPR, surgiu, no ano de 2020, a ideia de fazer uma comissão de trote na qual, quem quisesse participar, independente de ano, seria muito bem vindo a ajudar. (viii) Como é a participação dos calouros no trote? ​ Algumas universidades relataram a baixa participação dos calouros nos trotes. São elas UFPE, UERJ, Unisinos, UniBH e UFPA, minoria entre as universidades que participaram da atividade. As que relataram média participação são UnB, UFMG, UNICAMP, UFAM e UFRN. Há também as que relatam que os trotes são cheios de calouros: USP, UFSC, UFBA, UFOB, UFOPA, UFRR, IFES, UFU, UNESP, UFRGS e UNIPAMPA. USP, UFMG, UNICAMP e UNESP relatam participação cada vez menor dos calouros e veteranos nos trotes, seja por mudança no perfil dos calouros influenciada pela idade (também relatado pela UFRRJ), seja por um desinteresse dos veteranos em realizar as atividades (UFRJ); na UFSC, pelo contrário, a faixa etária semelhante entre os calouros - 17 a 19 anos - faz com que a interação entre eles aumente. Alguns fatores que influenciam na participação no trote são, por exemplo a organização dos veteranos na UFRJ, que varia de ano a ano; o tipo de atividade no trote como na UFPR, onde há maior participação de calouros no trote limpo (sem tinta ou lama) na forma de gincanas e menor no trote sujo. Na UniBH e UFBA muitos calouros deixam de participar das atividades pois trabalham e só ficam disponíveis no período da noite, quando conseguem participar. Na UNICAMP, a crescente preocupação dos calouros com os estudos diminui a participação ano a ano. (ix) O trote feito pelo curso de Geologia na sua universidade integra as pessoas? Se não integra, quais as causas? ​ Para a maioria dos representantes que respondeu ao questionário, o formato do trote gera integração entre as pessoas, atingindo o propósito da atividade. Nenhuma Universidade que possui trote alegou que as atividades não geram o mínimo de integração. No entanto, um número considerável diz que a integração promovida pelas atividades no trote é parcial. A falta de participação e interesse, tanto dos calouros quanto dos veteranos, foi um motivo apontado por dois representantes: respectivamente da Universidade Federal de Pernambuco e Universidade de São Paulo. No caso da última, o relato esclarece que o desinteresse não é de todos os alunos, somente dos alunos mais velhos no curso que, com o tempo, perdem interesse de conversar e conhecer os novos ingressantes; no entanto, o trote ainda cumpre o papel de integração entre os próprios calouros e seus veteranos diretos. Outro motivo, apontado pela representante da Universidade Federal do Rio de Janeiro, aponta a falta de organização entre os estudantes do curso para organizar o trote para os calouros, onde, na maioria das vezes, o trote é feito por um grupo de pessoas com interesse pessoal em realizar essa atividade ou organizado pelo diretório acadêmico, sem ligação direta com o instituto. Um crítica pertinente à funcionalidade do trote foi levantada pelo representante da Universidade Federal de Santa Catarina, que encara o momento com limitantes naturais à integração e socialização: muitas pessoas novas em ambiente geralmente novo, aliado à velocidade natural dos primeiros dias de aula. (x) Fazem trote solidário? Como funciona? ​ Em algumas universidades, como a UERJ, a UFRRJ, a UFPR e a UFPA, além de fazerem o trote tradicional, sujar de tinta e ir pedir dinheiro, também é feito o chamado trote solidário. Esse trote consiste em arrecadar materiais para doação -como comida, roupas de frio e materiais escolares-, ou mesmo levar os calouros para doar sangue. Além das doações, na UNICAMP, por exemplo, os calouros são levados a lugares de Campinas para que haja conscientização sobre a realidade da cidade -o que é feito pela própria universidade. Há mais locais em que a universidade se encarrega desse tipo de ação, como é o exemplo da UFOPA, onde quem se interessar pela doação de sangue é levado ao HEMOPA, por um ônibus fornecido pela própria universidade. (xi) Durante a recepção dos calouros há apresentação da ENEGE e de outras entidades estudantis? ​ Refletindo o bom desempenho da atual gestão da ENEGE, no sentido de estar mais presente nas universidades, maior parte dos representantes declararam que apresentaram ou, assim que possível, estarão levando à conhecimento dos calouros a existência da Executiva e todas as atividades que vêm sendo realizadas pela mesma. Das 26 Universidades que responderam ao Formulário, somente 2 declararam não realizar a apresentação (UFOPA e UFRGS). 12 ainda não realizaram, sendo elas, UFBA, UFOB, UFAM, UFRR, IFES, UERJ, UFRRJ, UFU, UFVJM, UniBH, UFPR e UNIPAMPA. A suspensão das atividades na maioria das instituições – por conta do recente surto de COVID-19 no Brasil - , deve ter influenciado diretamente nesse resultado, o que impossibilitou o seguimento das atividades programadas nessas semanas iniciais de aula. Felizmente, UNB, UFPE, UFRN, UFPA, UFMG, UFRJ, UNESP, UNICAMP, USP, FINOM, UFSC e UNISINOS realizaram a apresentação. (xii) Há relatos de trotes violentos e opressivos? ​ A cultura de trotes violentos e depreciativos é algo que ainda existe no Brasil e ao redor do mundo, mas as Universidades vêm tomando medidas a respeito dessa prática, muitas vezes até proibindo que os trotes sejam realizados, é o caso por exemplo, da UFRJ. A Geologia em geral considera o trote uma forte tradição no curso, e por mais conscientes eticamente que todos digam ser, os veteranos estavam longe de serem isentos de terem cometidos erros graves quando se trata do trote. Iniciando de maneira positiva, a maioria das respostas foram negativas com relação às situações de violência ou não mais haviam relatos. UNB, UFBA, UFRN, UFOB, UFAM, UFOPA, UFRR, IFES, UERJ, UFU, UFVJM, UFMG, UFPA e UNIPAMPA disseram não haver histórico, ao menos por conhecimento dos representantes. UFRGS e UniBh declararam a falta de situações do tipo desde 2017, UNISINOS igualmente, mas sem uma data específica, todas sem maiores detalhes. Por fim, a FINOM não realiza trote. Partindo para os relatos de violência, os representantes informaram situações tristes e extremamente desnecessárias, que vão completamente fora a ideia de recepção e integração de um trote. Relatos de importunação sexual e sexualização do corpo feminino foram feitos pela UFPR, UFSC e USP - na primeira citada, as calouras eram pressionadas a sentarem no colo dos veteranos. Terror psicológico e humilhações verbais ocorriam (UNESP e UFRRJ), e tratando de situações físicas, a UNICAMP teve como último caso o momento em que rasparam a sobrancelha de um calouro sem consentimento, enquanto a UFRJ (que não possui mais trote, por proibição da Instituição), ocorreu um acidente mais sério, onde o calouro quebrou uma costela, não é possível saber se ocorreu por ação direta dos veteranos ou por algum acidente. A bebida alcóolica é citada na maioria das respostas, a UFPE revela o costume, abandonado em 2015, de embriagar os calouros. No caso da UFRRJ, ocorrido em 2017, o termo “curra” foi levado ao seu extremo, veteranos jogaram cerveja nos rostos das calouras, as xingaram e outros dois calouros foram amarrados na tina. A curra aconteceu novamente em 2018, sem relatos de teor semelhantes, e finalmente, em 2019 teve seu fim. Todos os casos apresentados, encontram-se no passado dos trotes dessas universidades, não sendo mais toleradas humilhações, violências e abusos através de ações sem consenso, além de muitas terem abandonado o uso do termo “currar”, a exemplo da própria UFRRJ, que seguiu orientação da ENEGE, e agora em 2020, com sua nova comissão de veteranos, tenta organizar um novo tipo de trote (Trotão). O trote é uma tradição muito forte desde o início dos cursos de Geologia do Brasil, em meados dos anos 50/60, sendo famosos em alguns casos por serem violentos, como o trote da Universidade de São Paulo. Felizmente, com o passar do tempo ocorram mudanças no pensamento geral dos estudantes nos cursos com a ascensão da luta de diversas minorias que foi se refletindo aos poucos, no estilo do trote das Universidades. Gostaríamos de salientar que modificações na forma com que os trotes são realizados são naturais: ocorrem na medida em que novas gerações chegam e não devem ser encarados como interrupções nas tradições, mas sim como ressignificações de tradições que, ao carregar ideais obsoletos, precisaram ser deixadas para trás. Cabe aos veteranos compreender os motivos das mudanças, assim como apoiá-las estimulando a continuidade dessas atividades, tão importantes para os estudantes ao ingressar na universidade. A ENEGE acredita que a prática do trote é essencial para a integração dos calouros, mas quando ocorre de forma consensual e respeitosa. O combate ao trote violento precisa e deve ser feito.


Escreveram este texto: Gabriela Duarte - Presidenta Alessandra Linares Casagrande - Tesoureira Arthur Vilela Ortiz - Coordenador Regional do Sul Ana Rezende - Representante da UFRN Vanessa Bohrer - Representante da USP

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